A longa caminhada de Nikolas Ferreira: 240 quilômetros para descobrir que o STF tem placa de “proibido acampar”
Nikolas pernoitou no Hotel Quartzo em Cristalina após alguns dias de caminhada, para descansar e aliviar dores nos pés, segundo informações.
O destino final era simbólico — o Complexo da Papuda, onde está preso Jair Bolsonaro. Mas o Supremo lembrou ao grupo um detalhe incômodo: presídio federal de segurança máxima não combina com acampamento, palavra de ordem nem barraca de camping. Por decisão do ministro Moraes, qualquer manifestação nas imediações foi proibida, e os colchonetes tiveram de voltar para a mochila.
A Procuradoria-Geral da República alegou “segurança pública”. Traduzindo: depois do trauma dos acampamentos pós-eleição de 2022 e do 8 de janeiro, Brasília desenvolveu alergia a barracas políticas. Moraes, previdente, resolveu cortar o mal pela raiz — ou pelo cadarço.
O resultado foi uma cena digna de tragicomédia: uma mobilização que cruzou cidades, ganhou escolta, colete à prova de balas e hashtags inflamadas, mas foi interrompida a poucos metros do objetivo. Não houve discurso final, nem foto histórica em frente ao presídio. Apenas a desmontagem silenciosa de faixas, bandeiras e pedidos de anistia dobrados com cuidado.
Assim, a “marcha pela justiça” virou a “marcha até onde o STF deixou”. Longa no percurso, curtíssima no desfecho.
Moral da história: no Brasil de 2026, você pode andar 240 quilômetros em nome da liberdade — desde que pare exatamente onde Alexandre de Moraes mandar.
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